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  • Luísa Aranha

Vazios

Tem um vazio.

Da voz, do sorriso, da risada.

Uma falta das brincadeiras,

Das Safadezas e indecências.

Uma saudade das conversas,

Das confissões, dos desejos latentes que me faziam suspirar.

É um buraco, deserto,

árido

não tem como ser habitado.

Uma pá de areia, muitos medos.

Não adianta soterrar.

A cada dia uma nova erosão

Quando chega a hora de dormir

E sentir que teus braços

Não estão ali.

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