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  • Luísa Aranha

Sempre eu

Era eu.

Sempre eu. Em tudo.

E você lá, invisível.

Sou eu aqui, eu ali.

E você aqui, sem ser visto.

Pros outros.

Nunca pra mim.

Porque é presença constante,

Prisão ao ar livre,

Com guia amarrada no arame.

É a certeza que da pra ser sozinha

à dois.

Mas é melhor ser sozinha sem amarras,

ou a dois de mãos dadas.

E quando me dei conta disso,

descobri:

não quero mais ninguém assim pra mim.

Ou da a mão ou tô fora.

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