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  • Luísa Aranha

Meu sol

Eu tuas mãos me fiz calmaria. Sem teu abraço me torno furacão. Não sei qual a relação da tua presença e das condições climáticas da minha alma, mas a verdade é que já não sei mais ficar calma sem teu cheiro. É um conjunto de ações, que tal e qual, as mudanças no tempo, elevam ou dissipam a tempestade que me torno.

Se os ventos da tua respiração sopram em minha direção as nuvens se dissipam, não condensam. Se desfazem. Se não sinto a brisa do teu hálito, acumula-se tamanha umidade, que escapam em forma de lágrimas, com direito a gritos, raios, trovões e dias cinzas.

Eu sei, não deveria depender tanto de algo que vai além de mim pra determinar meu humor. Mas não é assim o clima, que não controlamos e que é determinado pelos fatores da natureza? Sei que a chuva é necessária, mas poderia ser intercalada com longos dias de sol?

Só peço que não deixe virar tormenta. Que me embale com seu calor e permita que meus dias sejam primavera, mesmo no inverno. Que quando tudo estiver gelado, trépido e nublado, você sorria, ilumine o dia e deixa a chuva dos meus olhos também te molhar. Ela faz parte da vida. Se temos o tudo e o nada… Se temos o amor e alegria. Temos também o sol e a chuva.

Eu me fiz calmaria em tuas mãos. Me refresquei em tua brisa e me aqueci em teu sol. Não quero mais me sentir fria sem teu sorriso e nem triste sem teu amor. Quero apenas os dias de sol, mesmo que a tempestade venha, as nuvens te escondam. Quero teu sol.

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