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  • Luísa Aranha

Metades

Metade de mim é você. A outra metade também. Quando me perdi de mim mesma foi as tuas mãos que juntaram meus cacos estilhaçados pelo chão. Tuas palavras foram a cola e a costura para remendar os buracos que não fechavam. Metade de mim ficou perdida em um passado sem cor. A outra metade você coloriu.

Metade de mim te ama incondicionalmente. A outra metade também. Metade de mim pensa em você a todo instante. A outra... a outra também. Metade de mim se afoga em teu cheiro e a outra respira profundamente tua essência. Metade de mim sorri para ti. A outra metade sorri por ti. Se existem duas metades que se completam, as duas são tuas. E a totalidade é nossa.

Metade das metades. Inteiros por inteiro. Não importa, tanto faz. Você sempre será a minha melhor parte. E se metade de mim resplandece no teu horizonte é porque a outra metade tem luz própria e incendeia os dias. Porque não da pra ser metade luz e metade escuridão com você.

Metade de mim quer ser inteira com você. A outra metade é inteira por você. E metade de tudo que temos é metade de tudo que somos, que vivemos, que sentimos. E tantas metades são peças completas quando teu sorriso ilumina a casa. Metades de construção não são nada se o inteiro não for com você.

E se algum dia, alguma metade, se cansar. A outra metade estará lá para lembrar que nada somos se não formos por inteiro e que de pedaços não vivemos se não houver você para juntar.

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