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  • Luísa Aranha

Justificativas

Acabou. The End. Ponto Final. Eu poderia me sentar e criar listas e listas de justificativas, que jamais fariam sentido para você,  para dizer a mesma coisa que consigo dizer com uma única palavra: FIM.  E de que adiantaria tentar justificar o injustificável se no final você não aceitaria nenhuma das minhas justificativas. A única pergunta que você se faz é Por que? E a única resposta que eu posso dar é Não sei.

Acabou por que o amor acabou? Talvez. Como você deixou isso acontecer? Não sei. Você não me ama mais? Sempre amarei. Poderemos passar dias e dias nesse jogo de perguntas e respostas e nada do que eu diga justificaria. E no final, tudo acabaria igual, só que com mais dor e mágoa, pois provavelmente tudo que eu diga, apenas vai te ferir mais.

Não se justifica o amor, assim como não se justifica a dor. Nada nessa vida é uma ciência exata de sentimentos, razões e emoções. A inequação é sempre imperfeita e o resultado impossível de se prever. Eu te amei. Te amo ainda, talvez. Mas o que se quebrou não se cola e, dentro dessa matemática perversa o resultado foi finito.

E como você poderia aceitar ou entender qualquer justificativa plausível se ainda está cego pelo que você acha que é amor, mas é apenas seu ego ferido. Vai... não estava mais bom fazia tempo. A gente só empurrava com a barriga porque procurava motivos pra ficar juntos. Justificativas.

Foi tudo um pretexto. Um sem razão inexplicável que nos aproximou. Por que agora precisamos de motivos para nos afastar? Algumas coisas na vida não tem justificativa. Principalmente o amor.

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