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  • Luísa Aranha

Fresta na janela

Alguns dias são cinzas.

Acordam borrados,

Pelo rímel escorrido,

Das lágrimas que rolaram,

pelo vazio deixado.

Tentei segurar tua mão,

Deixar a porta aberta,

Uma fresta na janela,

Mas tu quis partir,

E agora não sabe voltar.

Eu fiquei com a falta,

Da tua digital na minha pele,

Do teu timbre em meu ouvido,

Do teu sorriso que pra mim é casa.

Fiquei com a falta que tu faz,

Nos meus dias tão iguais,

Que tua boca satisfaz

E minha alma transborda aquela paz

Tentei segurar tua mão,

Deixar a porta aberta,

Uma fresta na janela,

Mas tu quis partir,

E agora não sabe voltar.

Amor, volta

Eu te dou a mão,

Te guio pelo caminho,

Me dou por inteira.

Pra que todo dia,

Seja tuas sexta feiras,

Só pra te ter de novo,

Embolado no meu corpo.

Me conduz com as tuas mãos,

Que decifram cada reação do meu rosto,

Quando somos você e eu

Num ritmo acelerado e encaixado

Que só a gente tem.

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