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  • Luísa Aranha

Acasos

Se caso fosse possível ao acaso sussurrar teu nome, tocar tua pele, sentir teu pulsar e me derramar em ti, eu pediria, por favor, não esqueça de tudo que vivi. Esqueça as marcas, esqueça o que já ouviu, apenas implore por uma noite qualquer em meus braços, em teus dedos, em sintonia lunar.

Uma noite em um rio ou uma noite chuvosa entre os lençóis. Apenas uma noite ao acaso,  só nós dois. Sem medos, sem mundos, sem paralelos. Reto e direto e caso algo aconteça que comece e termine, nessa única noite de sonhos, gemidos e delírios. Em uma única vida, única saudade, única vez. Uma noite ao acaso premeditado.

Se por imprevisto você esbarrar em mim, na rua, vestida de sorrisos e dissimulada de distrações, saiba que não foi o acaso. Saiba que foi previsível, pensado e manipulado por cada célula do meu corpo que clama por teu toque, teu beijo, tua saliva, por teu gozo e delírio. Saiba que acaso me queiras, eu me farei de difícil, farei milhares de jogos e no final você apenas saberá que eu te digo sim.

Não existe coincidências em nossa jornada. Tudo friamente calculado para que no final eu termine em teus braços, agradecendo aos acasos que eu provoquei para conseguir exatamente o que queria de ti. O teu eu, meu teu, alma, corpo mente e coração. Cada pedaço dominado pela saudade em todos segundos do que já foi ou do que ainda seremos. Lágrimas, suspiros, sussurros, sorrisos, beijos, paraísos. Tudo que sou, que somos, que fomos, que seremos. Tudo que o acaso permitir e que por acaso não posso ter... Você.

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