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  • Luísa Aranha

A gente se enrola

A gente se enrola

Eu em ti, tu em mim

Eu a ti, tu a mim

Eu em mim, tu em ti

A gente se enrola,

se embola,

mas não se solta


A gente rebola fora do compasso,

do jeito exato que cabe no nosso amasso.

O bom é que a gente não cansa,

e na esperança de viver essa dança

a gente se assanha.


Mas é que quando o amanhã chega,

a luz do dia me faz pensar,

que não da mais pra voltar.


E aí chega à noite e me diz

que não tem como ser feliz

se não for no teu cheiro suado,

depois de tantos gemidos entre os lençóis.


E o tempo me diz, que eu estou por um tris.

Tu me escapa entre os dedos

e me tem por inteiro. T

eu toque me consome em fogo,

que só tua boca apaga.


Eu quero tudo de ti,

até o último suspiro,

eu sorrio em ti

e tu se faz em mim.

Eu penso tudo em ti,

e só de pensar

o pelo se ouriça,

a boca saliva

e a pele arrepia.


Se eu quero e tu também,

então por que não, meu bem?

A gente se enrola

Eu em ti, tu em mim

Eu a ti, tu a mim

Eu em mim, tu em ti

A gente se enrola,

se embola,

mas não se solta.


Mas é que quando o amanhã chega,

a luz do dia me faz pensar,

que não da mais pra voltar.


E aí chega à noite e me diz

que não tem como ser feliz

se não for no teu cheiro suado,

depois de tantos gemidos entre os lençóis.


A gente se enrola

Eu em ti, tu em mim

Eu a ti, tu a mim

Eu em mim, tu em ti

A gente se enrola,

se embola,

mas não se solta

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