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PROFANO

Em uma  sociedade secreta de mulheres ricas e bem sucedidas, o que define os homens são suas medidas. Eles não passam de escravos bem remunerados. Não têm vida própria, relacionamentos ou vontades e ainda são usados como moedas em jogos de pôquer. Homens expostos em uma vitrine de aluguel para realizar quaisquer desejos. Até os mais cruéis.  Eles são chamados de profanos. 

 

Diogo só se importa com a grana. Ele precisa se livrar de todas as confusões em que se meteu e dar um jeito na vida pra proteger a única coisa que ainda lhe resta.  E, quando vê Marisa, ele acredita que será um prazer ser contratado como garoto de programa. O que ele não sabe é que profanos não falam,  não tocam ou sentem prazer. Eles apenas obedecem. 

 

O problema é que ele não é um profano — e nem a sociedade secreta é apenas um clube de diversão feminino.