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  • Luísa Aranha

Ninguém controla o amor

Se um dia me dissessem que eu escolheria controlar uma situação ao invés de vivê-la eu não acreditaria. Se alguma cigana previsse que em meu futuro eu me afastaria ao invés de me jogar eu daria uma sonora risada. Se nas runas ou nas cartas de um tarô minha sorte fosse sentenciada com   as minhas decisões eu duvidaria.

Logo eu que me entreguei tantas vezes. Eu que nunca pensei antes de me jogar de cabeça. Eu que fui a mais louca das criaturas, a mais intensa das mulheres e a mais alegre de todas as festas. Eu que curti cada história de amor. Que vivi cada paixão como se fosse a última e cada ultima paixão como se fosse a única.

O amor não é algo que se possa dar corda, configurar ou controlar. Ele entra na nossa vida sem que peça licença. Ele se apossa do que somos, do que temos e de tudo que queremos. A gente não decide mais nada, só quem fala é o amor.

E mesmo sabendo tudo isso, pela primeira vez, eu decido. Decido colocar um ponto final. Controlar meus impulsos, minhas decisões e não me atirar de cabeça. O amor eu não controlo, mais minha vida sim...

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