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  • Luísa Aranha

A gente não tem jeito

A gente não tem jeito. Não sei se é um vicio, uma doença ou mania. Mas nesse aperta o laço e afrouxa a gente não se desgruda. Te mando embora da minha vida e você volta. Você me dá tchau e eu te dou oi. E nessa brincadeira mais um ano se passou.

Eu sigo em frente você freia. Você da as costas eu me jogo no seu caminho. Não entendo o que é isso que morde e assopra e não desenrola. Um caso de amor? Uma novela mal contada? Ou será que somos um filme de ficção científica? Talvez a gente não tenha mesmo jeito e esse seja o nosso jeito.

A vida passa, a gente se enrosca, se desgruda e se enamora. Tem outros, houveram outras e no final a gente larga tudo e se embola. Nosso jeito é sem jeito. O mundo desaba e a gente está lá, sorrindo, rindo e provocando um ao outro.

Seria mais fácil assumir que você nasceu pra mim ou que eu nasci pra você, vai saber. Seria melhor parar de fingir, admitir que no fundo é esse nosso jeito que deixa tudo estranhamente perfeito. Teu calor, meu amor, tua pele, minha língua, teu abraço, meu beijo, teu cheiro, minha boca... Nosso jeito perfeitamente imperfeito.

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